Por Tautê Frederico.
Com a nova característica das informações de não mais terem barreiras, devido fundamentalmente ao advento da internet e suas parafernálias digitais, composta de sites, blogs, redes sociais e comunicadores instantâneos, percebe-se a fragilidade dos sistemas de segurança internacionais. Esta realidade se comprova com a pluralização de informações privilegiadas, como as divulgadas pelo Sr. Assange.
Com a nova característica das informações de não mais terem barreiras, devido fundamentalmente ao advento da internet e suas parafernálias digitais, composta de sites, blogs, redes sociais e comunicadores instantâneos, percebe-se a fragilidade dos sistemas de segurança internacionais. Esta realidade se comprova com a pluralização de informações privilegiadas, como as divulgadas pelo Sr. Assange.
Quando escutei inicialmente sobre estes vazamentos, sinceramente não atribui credibilidade, mas na seqüência, observando as declarações de múltiplos representantes, dentre estes nosso próprio governante maior, percebi que de fato o buraco aberto é grande e grave.
Estes informes, verídicos ou não e no momento, devido a repercussão e posicionamento de autoridades, creio serem todas verdadeiras, faz emergir uma grave questão. O discurso de cooperação entre nações amigas, a própria existência da ONU como mediadora de conflitos e interesses internacionais, não obsta uma postura bélica de dominação e utilização de informações de maneira espúria, para benefício de alguns grupos ou países.
Reforçando a idéia de que filmes como Syriana, A indústria do petróleo, não são apenas baseados em fatos reais, mas apontam uma postura atual e usual por parte das nações poderosas, que é caracterizada por trafico de informações de forma desairosa e sem critérios.
Assange, desmascara nações e governantes, curioso perceber como os EUA, embora apresentem uma democracia consolidada internamente, continuem com práticas similares as das décadas de 70 e 80. Onde financiou, apoiou e legitimou regimes não democráticos e autoritários. Nos capítulos contemporâneos, seus “embaixadores” que mais se assemelham a traficantes de informações, fincam seus tentáculos em territórios estrangeiros visando apropriar-se de dados preciosas, postura que só atende a seus interesses.
Justifica desta maneira, em certa medida, a postura transata de Hugo Chaves. Acusado múltiplas vezes de atentar contra a democracia venezuelana, quando expulsou de seu país embaixadores americanos.
Cabe a reflexão a quem de fato estas informações serviriam e por que a absurda postura de prender Assange, bloquear seus fundos e absurdamente alegar como justificação, uma das motivações mais estúpidas dos últimos tempos. Onde estaria em cárcere por não ter cessado um coito, após o rompimento da caminha.
O sociólogo Manuel Castells escreveu o texto “ A ciberguerra do Wikileaks”, e lá aponta o surgimento de um novo momento que é a guerra virtual. Penso eu que, seguindo sua linha, depois da primeira e segunda guerra mundial, surge à terceira, mas agora virtual, com poderes significativos, podendo alterar o curso das relações intergovernamentais de um punhado de países.
O texo de Castells esta disponível em http://www.appsindicato.org.br/Include/Paginas/artigo.aspx?id=5091
Como eu suspeitava.. Ótimo artigo!
ResponderExcluirInicio pois meu comentário com o seguinte excerto: "Nos capítulos contemporâneos, seus “embaixadores” que mais se assemelham a traficantes de informações(...)"; isso não é só semelhança não, é um #fato.
Como bem dito, as "novas parafernálias" da moderna tecnologia são o que há de mais "pernicioso" para os Governos atuais, de sorte que estes não teem mais qualquer segurança no que tange as suas múltiplas manobras inescrupulosas por "baixo dos panos".
Tua conclusão, linkada ao também ótimo texto "a ciberguerra do wikileaks", é das mais auspiciosas de todos os tempos.. Como li outro dia num artigo de tecnologia, "a 3ª Guerra Mundial hoje não é mais possível, ele já está em curso."
O que a todos nós incita, uns mais e outros menos, a tomar parte ativa no jogo para desmascaração total de todos aqueles *FDP's que se julgam no direito de manipulações globais. A Nova Era "pós-informação" já está a caminho, dando amplo terreno virtual para todos nós que nos fazemos injustiçados.
Viva a Revolução Cibernética! Que cresça de modo colossal a Ciberguerra e tenhamos um novo "likers" por segundo dentro do Sistema. :D