Por Tautê Frederico.
Visualizando o site do yahoo, que diga-se de passagem trás para nós grandes pérolas recorrentemente, lembrei-me em razão de uma manchete, da inacreditável gafe cometida por Boris Casoy, o paladino da verdade, que sempre esta de plantão para afirmar que "isto é uma vergonha".
No final do ano de 2009, o renomado cometeu talvez a pior gafe de sua vida, tal como fez no passado o ministro do então presidente Itamar Franco, Rubens Recupero. Ambos se ferraram pela mesma falta de cuidado, por confiar nas "paredes" e olvidar que elas têm “ouvidos”. No caso em questão, Boris esqueceu que as câmeras mesmo que teoricamente desligadas podem gravar e transmitir áudios, assim metaforicamente também possuem ouvidos aguçados.
A partir disso pudemos conhecer um pouco mais da mentalidade elitista e preconceituosa do âncora, que se referiu de maneira totalmente desdenhosa e desrespeitosa em relação aos garis de São Paulo, mostrando todo seu ranço em relação às classes que estão na base e sustentam esta estrutura na qual ele esta montado. O "paladino da moralidade" deixou vazar as seguintes fraseologias, “que merda... dois lixeiros desejando felicidades... do alto de suas vassouras... dois lixeiros... o mais baixo da escala do trabalho...".
Bem lembrarei a Boris que no Brasil as emissoras de televisão funcionam por meio de concessão pública, ou seja, uma permissão do estado para utilizarem estes meios de comunicação audiovisuais. Este serviço deveria estar voltado ao bem estar da coletividade, inclusive destes trabalhadores que foram menosprezados por seus comentários. Concessão pública que esta associada a dinheiro público que por conseqüência deveria estar correlacionada com interesses públicos.
Quem sabe este episódio serviu para mostrar quem são os lobos travestidos em pele de cordeiro em nossos meios de comunicação, não me espantaria saber que este entendimento é partilhado por outras personalidades do telejornalismo brasileiro.
http://br.retrospectiva.yahoo.com/2010/br_vergonha#1a-gafe-de-boris-casoy
Muito bem escrito seu texto, parabéns.
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